Devemos tomar banho pelados com nossos filhos?

O nosso tema de hoje é bastante polêmico e gerou muitas dúvidas quando falei sobre isso nos stories do Instagram. Afinal, os pais devem tomar banho pelados com seus filhos? Antes de dar a minha opinião, é sempre importante destacar duas palavras: respeito e empatia. Precisamos respeitar o corpo da criança desde cedo, já que ela precisa se constituir na sua individualidade. A criança precisa do seu espaço para gerar autonomia, aprender sobre seu corpo e como tomar banho. Por isso, ter seu momento também é importante. Sabemos que na infância há uma imagem corporal se constituindo e é importante que esse corpo seja tocado com respeito, como um corpo que não é seu, desde bebê. Esses cuidados são sinais de respeito na relação familiar.
 
Eu acredito que o melhor é evitar o banho pelado. Lembre que a criança fica na altura dos genitais e essa é uma proximidade que pode gerar situações desconfortáveis. As dúvidas irão surgir mesmo se os pais colocarem cueca ou calcinha para dar banho nos filhos e, assim, irão conseguir trabalhar esses assuntos da mesma forma e de maneira mais saudável. Pensando nesses pontos, porque não colocar cueca ou calcinha se você precisar dar banho nas crianças?
 
O menino, quando vê a mãe, pensa onde está o pênis dela. A mãe explica que não tem, pois é menina. E o que será que eles pensam? “Então será que vão tirar o meu?” Sim, o medo da castração existe, como já dizia Freud. Com a menina, vendo o pai, ocorre o contrário. Ela pensa que um dia vai ter um pênis. Esta é uma fase de muitos questionamentos. A menina se aproxima do pai, muitas falam que vão casar com o papai, justamente por essa confusão que está na mente deles. E isso é totalmente normal e saudável. Assim como o menino se aproxima mais da mãe. E quando essas fantasias se concretizam, como dormir no meio dos pais, tomar banho pelado, dar beijo na boca, sem um limite estabelecido de que “a mãe é namorada do papai e você é nossa filha”, pode impactar e até mesmo formar sintomas na criança e nesse adulto que está se formando.
 
Mesmo que for um banho entre mãe e filha ou pai e filho, existem mudanças e diferenças nos corpos. Muitos me falam que esse é o momento para explicar tudo de maneira natural. Na minha opinião, viemos de uma cultura onde muita coisa foi reprimida e proibida, o que também não é legal e pode ter gerado consequências negativas. Porém, não adianta irmos para o caminho inverso, pois todo extremo não é saudável. A sociedade precisa encontrar um equilíbrio. É claro que, como já disse, esse é um tema polêmico e muito particular de cada família. Então, é sempre bom lembrar daquelas palavras lá do início do artigo: respeito e empatia. Seguindo essa duas diretrizes, as famílias encontrarão a melhor forma de tratar este assunto.

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